
Cientistas do Brigham and Women`s Hospital (BWH) descobriram que indivíduos com dificuldades financeiras tendem a desenvolver formas mais graves da infecção por coronavírus. Os resultados desta pesquisa foram publicados no renomado periódico científico Annals of Internal Medicine.
Para este estudo, os especialistas americanos analisaram dados de 3.700 participantes que foram infectados pelo SARS-CoV-2 durante o surto da variante Ômicron. A análise abrangeu informações coletadas em 33 estados dos EUA, registradas entre outubro de 2021 e novembro de 2023. Foi constatado que pacientes enfrentando desafios financeiros ou sociais apresentavam uma probabilidade significativamente maior de ter COVID-19 em sua forma mais severa.
Os americanos considerados em situação de risco tiveram uma incidência três vezes maior de COVID-19 grave em comparação com os demais pacientes. Adicionalmente, o estudo revelou que a duração da doença está associada não apenas à pobreza, mas também à residência em áreas desfavorecidas. Por exemplo, pessoas que moravam em regiões com alta densidade populacional demoraram mais para se recuperar da COVID-19.
Elizabeth Carlson, a principal autora da pesquisa, destacou que, embora a pandemia de COVID-19 possa ter diminuído, muitas pessoas ainda convivem com suas consequências crônicas. “No futuro, é imperativo considerar esses fatores socioeconômicos para reduzir eficazmente os resultados adversos em indivíduos com alto nível de risco social”, afirmou Carlson.
Além disso, no final de julho, pesquisadores da Universidade de Nottingham revelaram que a pandemia de coronavírus pode ter impactado significativamente a saúde cerebral das pessoas, mesmo daquelas que não foram diretamente infectadas pelo COVID-19.
