Novas pesquisas indicam que a presença de pessoas negativas em nosso círculo social não apenas afeta o humor, mas também pode acelerar o processo de envelhecimento biológico do corpo. Pesquisadores da Universidade de Indiana chegaram a essa conclusão após analisar marcadores de DNA e a estrutura das redes sociais de centenas de voluntários.
De acordo com os dados obtidos, aproximadamente uma em cada quatro pessoas no círculo social dos participantes foi identificada como uma “fonte de estresse” ou “perturbadora”. Quase 60% dos entrevistados admitiram ter pelo menos uma dessas pessoas em suas vidas. Foi observado que quanto maior o número dessas conexões, mais rápido o organismo envelhece. O efeito mais pronunciado foi notado naqueles cujos contatos sociais eram, em mais da metade, compostos por interações estressantes.
Relações particularmente prejudiciais foram as chamadas conexões ambivalentes, onde o apoio se alterna com o estresse. Essas foram as associações mais fortemente ligadas ao envelhecimento biológico acelerado, aumento de processos inflamatórios, maior incidência de doenças crônicas, níveis elevados de ansiedade e depressão, além de uma deterioração geral da condição física.
Os pesquisadores enfatizam que as relações negativas funcionam como uma fonte de estresse crônico, exigindo atenção tanto da área da saúde quanto das políticas sociais. Minimizar a exposição a essas conexões pode ser um fator crucial para desacelerar o envelhecimento e melhorar a qualidade de vida.
Vale ressaltar que trabalhos científicos anteriores também demonstraram como a redução da atividade de certos genes pode iniciar processos semelhantes ao envelhecimento. Por exemplo, a diminuição da expressão do gene Setd8 afeta negativamente a divisão das células-tronco neuronais e leva a uma redução das capacidades cognitivas.
