Cientistas italianos publicaram na revista Advanced Materials os resultados de uma pesquisa que apresenta um método inovador para combater doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, utilizando nanopartículas de ouro.
As partículas de ouro desenvolvidas pelos pesquisadores, com cerca de dois nanômetros de diâmetro, são estabilizadas com glutationa e contêm íons de lítio. Administradas por meio de um spray nasal, essas partículas entregam o lítio diretamente às células cerebrais, sem elevá-lo na corrente sanguínea. Essa abordagem previne os efeitos tóxicos nos rins e na glândula tireoide, frequentemente observados com a ingestão oral de lítio.
Experimentos em ratos de laboratório demonstraram que o novo sistema de entrega suprime significativamente a atividade da enzima GSK-3β no hipocampo — uma área crucial do cérebro responsável pela memória e aprendizado. Essa enzima desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de doenças como Alzheimer, transtorno bipolar e algumas infecções virais do sistema nervoso central.
Os cientistas já patentearam esta metodologia, que promete ser a base para o desenvolvimento de medicamentos seguros e eficazes para o tratamento de diversos transtornos do sistema nervoso. No futuro próximo, estão planejadas pesquisas adicionais para confirmar a segurança antes do início dos ensaios clínicos em humanos.
Vale ressaltar que, anteriormente, no início de setembro, foi constatado que o cérebro feminino pode ser mais vulnerável à doença de Alzheimer devido à deficiência de certas gorduras benéficas.
