A estrela da comédia musical «Elementar, Hudson! O Caso do Cão B.» conta sobre os bastidores.

— No roteiro, a Sra. Hudson é uma senhora idosa, mas na peça não é assim.
— Nossa versão apresenta uma nova concepção com personagens conhecidos. A Sra. Hudson é uma dama encantadora, seus figurinos ressaltam isso. Ela é uma mulher de mente aguçada, bem informada, sabe muito, o método dedutivo lhe é acessível. É exatamente ela quem desvenda o `caso do cão`. E ela controla todos os homens — Holmes, Watson, Moriarty —, detém todas as rédeas do poder. Ela é sábia: sabe que a mulher é o pescoço. Para onde ela se virar, a cabeça irá…
— Quais são os destaques da peça?
— Em uma hora e meia, a cena muda: do escritório de Sherlock, nos movemos para o pântano — é espetacular! Outro ponto forte é a `União dos Ruivos`, um coletivo de músicos que é responsável pela trilha sonora, pelas canções. Isso adiciona leveza — a música deles é divertida. Os personagens são coloridos.
— Só o cachorro já vale a pena!
— Sim, ele tem um protótipo real. Houve um casting inteiro, para o qual até mesmo artistas do teatro trouxeram seus bichos de estimação. Mas Tau, um pastor húngaro, venceu. No entanto, descobriu-se que ele não tinha onde morar: seu dono, por motivos de saúde, não podia cuidar dele. Ele foi arrumado, organizaram até uma sessão de fotos completa!
— Por falar em figurinos. Os vestidos da Sra. Hudson são o sonho das espectadoras!
— Os figurinos são o meu amor. A roupa da primeira aparição da heroína é de uma beleza incrível. Ela parece uma borboleta leve, mas ao mesmo tempo seu caráter, em parte masculino, é visível. Tudo isso foi realçado por Irena Belousova, a figurinista. É complicado se mover nisso, mas até ajuda, adiciona uma contenção inglesa.
— Um dos diferenciais de vocês são os três elencos…
— Graças a isso, cada espetáculo não se parece com outro. Parece que tudo é igual, mas a profundidade humana interna é diferente! Se você vier mais de uma vez, poderá ver a diferença — é interessante.
— E os outros personagens também são interpretados de forma diferente do original.
— Em nossa concepção, a Sra. Hudson é como uma educadora de jardim de infância. Há três meninos: Sherlock — egocêntrico, narcisista no sentido moderno, Watson — bonachão, gordinho, com bochechas, mas um intelectual, e Moriarty — um valentão, provocador, mas em um elegante terno branco!
— Mas para você também é importante estabelecer uma conexão humana com seus parceiros de palco…
— Os rapazes são encantadores, todos de diferentes teatros importantes de Moscou — Mayakovsky, Satire, Pushkin. Nos bastidores, há uma sintonia mútua. Chegamos duas horas antes do espetáculo, trocamos notícias, brincamos, fazemos piadas — nos batemos como massa e nos misturamos em uma estrutura única.
