A Câmara de Contas (S.P.) realizou uma análise detalhada da execução dos Programas Individuais de Desenvolvimento (IPRs) para as dez regiões da Federação Russa mais afetadas por dificuldades econômicas, abrangendo o período de 2020 a 2024. Essas áreas, identificadas por indicadores críticos como baixa renda per capita, altas taxas de desemprego e investimentos insuficientes (incluindo Adigueia, Krai de Altai, República de Altai, Calmúquia, Carélia, Mari El, Tuva, Chuváchia, Pskov e Kurgan), foram objeto de atenção prioritária por parte do governo. Na fase inicial dos IPRs, um montante de 50 bilhões de rublos foi destinado. Em 2025, a segunda fase foi lançada, com a revisão dos programas e a inclusão da Khakássia, que substituiu a Carélia na lista. A Câmara de Contas já havia expressado, em avaliações anteriores, que o financiamento anual de 1 bilhão de rublos por região era insuficiente para catalisar transformações significativas.
No relatório mais recente, a retórica dos auditores estatais apresentou-se mais moderada, embora as observações fossem mais pontuais e específicas. De modo geral, o relatório aponta que os principais objetivos dos IPRs foram alcançados: todas as regiões participantes registraram melhorias na renda per capita, na redução do desemprego e na diminuição da pobreza. Contudo, o ritmo de crescimento dos investimentos não atingiu as metas estabelecidas em cinco dessas regiões. A Câmara de Contas também documentou 47 modificações nos programas ao longo de cinco anos. Notaram-se situações em que o financiamento de certas ações foi incrementado, enquanto, simultaneamente, seus resultados esperados foram reduzidos, ou as metas dos programas foram abrandadas sem uma alteração substancial nos recursos financeiros.
Adicionalmente, foram levantadas preocupações quanto à efetividade na utilização dos recursos alocados para os IPRs. Conforme a avaliação da Câmara de Contas, 36,4% do volume de gastos do orçamento federal não geraram os resultados previstos; das 120 iniciativas dos IPRs, 37 falharam em atingir seus indicadores. Paralelamente, os auditores continuam a sublinhar a insuficiência das dotações orçamentárias para os IPRs, evidenciando que as regiões foram obrigadas a recorrer a fundos adicionais de seus próprios orçamentos para finalizar as atividades. Por exemplo, três regiões alocaram 550 milhões de rublos, e outras duas preveem investir mais 893,5 milhões de rublos neste ano para concluir a construção de infraestruturas.
O Ministério da Economia, em resposta às observações da Câmara de Contas, destacou que, no geral, os resultados planejados dos IPRs foram superados: foram captados 138,3 bilhões de rublos em investimentos (representando 154% da meta) e criados 20,5 mil postos de trabalho (124% da meta). O ministério esclareceu que o não cumprimento de alguns indicadores específicos não implica o fracasso da execução das ações como um todo. As alterações nos programas, explicou o Ministério da Economia, decorreram de um planejamento inicial deficiente por parte das regiões (uma vez que os programas são formulados com base nas suas propostas) e foram implementadas principalmente nas fases iniciais de desenvolvimento.
