Um estudo clínico recente, conduzido pela Universidade de Saar (Alemanha) e publicado no renomado periódico JAMA Internal Medicine, revelou um efeito protetor significativo do spray antialérgico de azelastina, um medicamento amplamente disponível, contra o coronavírus. Os resultados indicam que o fármaco tem a capacidade de reduzir o risco de infecção em quase três vezes.
No experimento, 450 voluntários saudáveis participaram ativamente, divididos em dois grupos. Os indivíduos que usaram regularmente o spray de azelastina (aplicado três vezes ao dia durante um período de oito semanas) apresentaram uma taxa de infecção por COVID-19 significativamente menor: apenas 2,2% em comparação com os 6,7% observados no grupo placebo. É importante ressaltar que todos os casos de infecção foram rigorosamente confirmados por testes de PCR.
Além de sua eficácia contra o coronavírus, o uso contínuo do spray também resultou em uma notável diminuição no número de casos sintomáticos de outras infecções respiratórias. Especificamente, foi observada uma redução de três vezes no risco de infecção por rinovírus, que é um agente viral comum e frequente causador dos resfriados.
Embora o spray de azelastina seja comercializado há muito tempo sem a necessidade de receita médica como um tratamento eficaz para alergias, suas potenciais propriedades antivirais eram, até então, confirmadas apenas em ambientes laboratoriais. Esta pesquisa inovadora fornece as primeiras e convincentes evidências clínicas de sua ação protetora em humanos. Diante desses resultados promissores, os cientistas apelam para a realização de estudos em larga escala, visando uma avaliação mais abrangente da eficácia do medicamento em diversos cenários clínicos e contra uma ampla gama de ameaças virais.
É importante notar que pesquisas anteriores também apontaram para possíveis consequências a longo prazo da COVID-19 na saúde masculina. O vírus pode afetar negativamente os níveis de testosterona, danificando as células de Leydig localizadas nos testículos e interferindo no complexo metabolismo lipídico, que é crucial para a síntese adequada desse hormônio vital.
