Cenário das PMEs em Junho: Dificuldades Persistem, Otimismo nas Contratações

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Monitoramento das Pequenas e Médias Empresas

A atividade empresarial das pequenas e médias empresas (PME) manteve um ritmo de crescimento modesto no final do segundo trimestre. O Índice RSBI, que avalia essa dinâmica (medido pelo PSB, pela organização “Opora Rossii” e pelo centro analítico NAFI), registrou em junho um leve aumento de 0,1 ponto percentual, alcançando 51 pontos.

Apesar dessa pequena melhora no índice geral, as avaliações de vendas continuaram em declínio durante junho. Em um ambiente de desaceleração econômica, o saldo das vendas diminuiu em 2 pontos percentuais, para 41,8 pontos. Apenas 13% dos entrevistados relataram um crescimento efetivo da receita (2 pontos percentuais a menos que em maio), enquanto cerca de metade (47%) ainda indicou uma queda. As expectativas dos empresários, diante dos desafios de comercialização, também pioraram: somente 26% das PME esperam crescimento nas vendas, uma redução de 6 pontos percentuais em relação ao mês de maio.

O componente de investimentos também permaneceu próximo ao mínimo registrado em maio, atingindo 55,3 pontos em junho, após 55,2 pontos no mês anterior. Analistas apontam que novos aportes financeiros ainda não são atrativos para as PME: apenas 17% das empresas aumentaram seus investimentos em junho (inferior à média de dois anos de 21%), enquanto 11% os reduziram. Os dados também revelam uma cautela nos planos de investimento dos empresários. A proporção daqueles que planejam expandir os investimentos no negócio diminuiu pelo segundo mês consecutivo, chegando a 22% em junho, uma queda de 2 pontos percentuais.

O componente de crédito também se manteve em um patamar historicamente baixo no mês passado, registrando 56,1 pontos em junho, ligeiramente acima dos 55,9 pontos de maio. A taxa de aprovação de empréstimos aumentou 2 pontos percentuais, para 13%, e a de recusas subiu 1 ponto percentual, para 10%. De forma geral, os empresários apontam para uma disponibilidade de financiamento reduzida devido à alta taxa de juros básica.

O único fator que gerou certo otimismo entre os analistas foi o de recursos humanos.

Após uma queda em maio, esse componente retornou à zona de crescimento moderado, marcando 52,9 pontos, em comparação com 49,8 pontos no mês anterior. As pesquisas indicam uma recuperação nas contratações efetivas: 18% dos entrevistados relataram expansão da equipe — o maior índice em um ano e 6 pontos percentuais a mais que em maio (o Banco da Rússia também havia registrado anteriormente uma atenuação da escassez no mercado de trabalho). Os planos de contratação das empresas também se mostram mais ambiciosos: a proporção de empresas que esperam contratar novos funcionários aumentou em 4 pontos percentuais em um mês, atingindo 23%. No entanto, ainda não está totalmente claro se esses planos se concretizarão em uma expansão real do quadro de funcionários. Kirill Tikhonov, vice-presidente sênior e vice-chefe do bloco de pequenas e médias empresas do PSB, ressalta que “conclusões definitivas sobre a sustentabilidade desta tendência só poderão ser tiradas com base nos dados reais de contratação de pessoal para julho.”