
Cientistas taiwaneses descobriram que o chá oolong, uma bebida tradicional chinesa, pode retardar processos inflamatórios a nível celular. O estudo, publicado na revista Nutrients, revelou que um extrato das folhas de oolong reduziu a atividade do inflamassoma NLRP3 — um complexo proteico associado a várias doenças crónicas, incluindo diabetes e distúrbios neurodegenerativos.
Em experimentos laboratoriais, o extrato de oolong diminuiu significativamente a produção de moléculas inflamatórias, como a interleucina-1β e o fator de necrose tumoral. Além disso, contribuiu para a redução dos níveis de espécies reativas de oxigénio — substâncias conhecidas pela sua capacidade de danificar as células e acelerar o processo de envelhecimento no corpo.
Os efeitos benéficos do chá oolong são atribuídos ao seu elevado teor de polifenóis e catequinas, que são poderosos antioxidantes. Em testes, estes compostos demonstraram uma ação anti-inflamatória comparável à de substâncias naturais conhecidas, como a curcumina.
Os autores da pesquisa ressaltam que os dados obtidos são baseados em estudos pré-clínicos com modelos celulares, sendo, portanto, prematuro tirar conclusões definitivas sobre as propriedades terapêuticas da própria bebida. No entanto, os resultados indicam fortemente que o consumo regular de chá oolong pode oferecer um efeito protetor adicional ao organismo e justifica mais investigações em ensaios clínicos.
Anteriormente, também foi estabelecido que outro tipo de chá, o chá verde matcha, ajuda a proteger o fígado das consequências negativas da ingestão de alimentos ricos em gordura e açúcar, reduzindo a inflamação e prevenindo a acumulação de depósitos de gordura.
