A BBC reporta que, segundo especialistas, o limite teórico da vida humana é de aproximadamente 120 a 125 anos. Este tema ganhou relevância após a discussão entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, sobre a ideia de estender a vida até os 150 anos com a ajuda de transplantes de órgãos.
Especialistas confirmam que os transplantes de órgãos realmente salvam milhões de vidas, permitindo que rins, fígados ou corações funcionem por décadas, especialmente se o doador for saudável e o paciente seguir rigorosamente as recomendações. No entanto, o transplante está sempre associado a riscos significativos: as operações são difíceis de suportar, e os medicamentos imunossupressores, que devem ser tomados por toda a vida, aumentam a probabilidade de infecções e complicações.
Cientistas estão trabalhando ativamente na criação de órgãos “ideais”, utilizando métodos que variam desde porcos geneticamente modificados até o cultivo de tecidos a partir de células-tronco humanas. Embora algumas experiências já tenham sido realizadas, pacientes que receberam transplantes de órgãos suínos não viveram por muito tempo, e órgãos artificiais totalmente funcionais ainda não foram criados.
O Professor Neil Mabbott, da Universidade de Edimburgo, enfatiza que, mesmo com a substituição de órgãos, um organismo envelhecido ainda lida pior com infecções, lesões e estresse. Por isso, o limite teórico da vida permanece na faixa dos 120-125 anos.
Os especialistas concordam que, embora as novas tecnologias sejam cruciais para o tratamento de doenças graves e para o prolongamento de uma vida ativa, ainda é prematuro falar em “imortalidade” ou em viver até os 150 anos.
Além disso, estudos anteriores indicaram que certos alimentos podem contribuir para a longevidade e proteger contra doenças crônicas. O consumo regular de chá, bagas (frutas vermelhas), maçãs e chocolate amargo tem sido associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabéticas e pulmonares.
