Cientistas Revelam Ratos Pós-Voo Espacial no Satélite Bion-M nº2

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Cientistas do Instituto de Problemas Biomédicos (IMBP) da Academia Russa de Ciências divulgaram pela primeira vez imagens em vídeo de ratos que retornaram de um voo espacial a bordo do satélite “Bion-M” nº2. Este marco oferece uma visão sem precedentes sobre o estado dos animais após a exposição ao ambiente espacial.

O vídeo, publicado no canal Telegram do instituto, mostra meticulosos procedimentos de exame e estudo dos animais. Os ratos são pesados, submetidos a tarefas simples para avaliar sua condição física e comportamental, sua atividade motora é cuidadosamente analisada e sua temperatura corporal é medida. Durante o processo, pesquisadores nos bastidores expressam surpresa e satisfação com a vitalidade de alguns espécimes, comentando entusiasmados: “Este está correndo… realmente ativo.”

A missão “Bion-M” nº2 foi lançada do Cosmódromo de Baikonur em 20 de agosto, impulsionada pelo foguete “Soyuz-2.1b”. O satélite permaneceu em uma órbita de alta latitude, entre 370 e 380 quilômetros de altitude, por um período de 30 dias. A bordo da espaçonave, além dos 75 ratos, havia uma vasta gama de objetos biológicos, incluindo mais de 1.500 moscas-das-frutas (drosophila), células-tronco de animais e humanos, diversas plantas medicinais, sementes, algas e microrganismos, todos parte de um ambicioso programa de pesquisa.

O módulo de pouso do “Bion-M” nº2 completou seu retorno à Terra e aterrissou com segurança na região de Orenburg em 19 de setembro. Ao longo de sua jornada em órbita polar, com uma inclinação de 96,63 graus, a missão conduziu mais de 30 experimentos biológicos distintos. Infelizmente, nem todos os participantes da missão sobreviveram; após o retorno do aparelho, o diretor do IMBP, Oleg Orlov, confirmou que 10 dos ratos faleceram durante o voo espacial.