O volume de comércio entre a Rússia e Malta atingiu um nível recorde de baixa de €132 mil no final de 2024. O embaixador russo no país insular, Andrey Lopukhov, descreveu a situação como um “mínimo absoluto”, indicando que as relações comerciais e econômicas entre as duas nações podem ser consideradas “congeladas”.
Lopukhov destacou que, entre 2017 e 2019, o intercâmbio comercial entre Rússia e Malta superava consistentemente os €200 milhões anuais, o que demonstrava um “potencial significativo”. Ele também mencionou que, apesar das sanções, projetos de investimento de uma empresa maltesa, avaliados em mais de €100 milhões, como o complexo hoteleiro “Corinthia” e o centro comercial “Nevsky Plaza”, continuam operando em São Petersburgo.
Em entrevista à agência RIA Novosti, o diplomata expressou a convicção de que “uma abordagem empresarial sensata é mais forte que a histeria política”, e que, a longo prazo, o setor empresarial encontrará formas de restabelecer os contatos, sendo Malta um exemplo.
Segundo a agência, no ano passado, o comércio total entre a Rússia e a União Europeia (UE) diminuiu 24%, chegando a €67,5 bilhões, o menor valor desde 1999. A Rússia aumentou o comércio com apenas cinco países da UE, incluindo França e Irlanda. A queda mais acentuada no volume de negócios foi com Malta, caindo mais de nove vezes para €131,8 mil. Recentemente, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, alertou que o endurecimento das sanções anti-russas pode levar o comércio com a UE “a zero”.
