Embora as exigências básicas de trabalho sejam as mesmas para todas as gerações de funcionários russos, suas preferências por benefícios adicionais, formatos de emprego e organização do espaço de trabalho variam significativamente. Por exemplo, o seguro médico (DMS) é altamente valorizado por todos, mas especialmente pela Geração Y, enquanto os funcionários mais jovens estão muito mais interessados em licenças adicionais e, surpreendentemente, menos em formação corporativa.

Especialistas da empresa de consultoria Coleman Group realizaram uma pesquisa online detalhada, entrevistando mais de 300 respondentes, para analisar essas diferenças. Os participantes foram divididos em quatro grupos etários: baby boomers (nascidos antes de 1964), Geração X (nascidos entre 1965–1980), Geração Y/millennials (nascidos entre 1981–1996) e Gen Z (nascidos entre 1997–2012). O estudo cobriu aspectos como atitude em relação ao trabalho e salário, interação com colegas e gerência, e preferências de horário de trabalho.
Não é de surpreender que as principais prioridades para todas as gerações sejam o nível salarial (83%) e o emprego formal (65%), destacando a necessidade comum de estabilidade e segurança. Em terceiro lugar ficou a possibilidade de trabalho flexível ou remoto (47%). A importância do pacote de benefícios sociais foi notada por 39% dos entrevistados, e a reputação da empresa foi significativa para 30%. No entanto, os benefícios corporativos tradicionais, como programas de pensão (10%) e alguns tipos de seguro (11%), foram menos procurados, indicando uma orientação das pessoas para os benefícios imediatos.
No entanto, quando se trata de benefícios específicos, as diferenças tornam-se claras.
O DMS está entre os três primeiros para todas as gerações, mas a Geração Y mostra o maior interesse nele (81%). O valor da licença adicional é diretamente proporcional à juventude: a Geração Z valoriza mais o tempo pessoal (59%). O interesse em formação corporativa, por outro lado, diminui com a idade: se entre os baby boomers é procurado por um terço dos entrevistados (36%), entre a Geração Z é por apenas um quarto (23%).
Em relação ao ambiente de trabalho, a maioria preferiu o trabalho em equipe (63%), e para eles também é importante o controle e a atenção do gerente (43%) e uma estrutura hierárquica plana na empresa (40%). Fatores menos importantes, mas ainda assim significativos, foram o trabalho autônomo (35%), o trabalho individual (29%) e a hierarquia rígida (11%). O interesse pela autonomia aumenta com a experiência: os baby boomers a valorizam mais (57%), enquanto as gerações mais jovens são mais moderadas (33%). Os millennials (73%) demonstram o maior entusiasmo pelo trabalho em equipe, enquanto a Geração Z (56%) paradoxalmente combina o amor por equipes com um forte individualismo (38%).
Entre os requisitos universais para o local de trabalho, destacam-se dois: a disponibilidade de uma cozinha equipada com bebidas e lanches (chá/café, frutas) é importante para 82% dos entrevistados, e a provisão de um escritório individual ou uma área de trabalho equipada é importante para 52%.
O que Ameaça os Trabalhadores de Escritório
Os autores da pesquisa observam uma transformação gradual na percepção do local de trabalho — de simplesmente “local de trabalho” para “espaço para a vida”. Isso é confirmado pelo fato de que a Geração Z prefere salas de descanso a escritórios de trabalho pessoais. Deve-se notar que as demandas da Geração Z, formadas em condições de baixo desemprego (especialmente desde 2022), permitiam que eles fizessem altas exigências de salário e condições de trabalho. No entanto, a atual desaceleração econômica devido à alta taxa de juros do Banco Central pode reduzir a demanda por funcionários, o que potencialmente forçará os jovens a ajustar suas expectativas, aproximando-as das demandas das gerações anteriores.
