Cientistas da Universidade Brown, nos EUA, fizeram um avanço significativo no diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Sua pesquisa, publicada na revista Imaging Neuroscience, demonstra que certos sinais elétricos no cérebro permitem prever a progressão da doença de distúrbios cognitivos leves para uma forma grave dentro de dois anos e meio.
O estudo analisou dados de 85 voluntários com diagnóstico de comprometimento cognitivo leve (MCI). A atividade cerebral foi registrada em repouso usando magnetoencefalografia – um método não invasivo que capta as flutuações neuronais. Em vez de simplesmente calcular a média dos dados, os pesquisadores empregaram uma ferramenta única, o Spectral Events Toolbox. Esta ferramenta permitiu-lhes identificar e estudar picos individuais de atividade beta, conhecidos como “eventos beta”. Estes curtos impulsos, com uma frequência de 13 a 30 Hz, são cruciais para as funções de memória e atenção, e suas características podem indicar o estado das redes neurais.
A análise revelou que, nos participantes que subsequentemente desenvolveram a doença de Alzheimer, os eventos beta ocorriam com menos frequência, eram menos intensos e de menor duração. Este padrão único foi detectado dois anos e meio antes da confirmação clínica oficial do diagnóstico, tornando-o um valioso biomarcador precoce da doença.
Os cientistas esperam que este método não só simplifique o diagnóstico precoce, mas também permita monitorar a eficácia das abordagens terapêuticas em desenvolvimento. Os próximos passos incluem o uso de neurosimuladores para modelar os mecanismos desses sinais e o desenvolvimento de tratamentos direcionados capazes de retardar ou deter a progressão da doença.
Vale ressaltar que informações anteriores sugeriram o benefício potencial do consumo regular de ovos na redução do risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
