Declínio Global da Mortalidade por Doenças Crônicas

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Uma pesquisa que abrangeu 185 nações entre 2010 e 2019 indicou que a probabilidade de falecer devido a doenças não transmissíveis, como câncer, enfermidades cardiovasculares e diabetes, diminuiu na maioria dos países — em quatro de cada cinco estados. Esses resultados foram publicados na revista Nature.

Especialistas constataram que a mortalidade por doenças não infecciosas em pessoas com menos de 80 anos diminuiu em 152 países para mulheres e em 147 para homens. O progresso mais notável foi registrado na Dinamarca, que lidera na redução desses índices entre as nações desenvolvidas. Os Estados Unidos, por outro lado, mostraram a menor melhoria, enquanto na Índia e em Papua Nova Guiné houve um aumento na mortalidade. A Rússia também demonstrou uma dinâmica positiva, conseguindo reduzir o número de óbitos por doenças crônicas ao longo de uma década.

Cientistas atribuem essa tendência positiva à implementação de medidas eficazes de prevenção e tratamento. Isso inclui o uso generalizado de estatinas e medicamentos hipotensores, programas de vacinação contra hepatite e câncer do colo do útero, além de campanhas ativas de combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool.

No entanto, o ritmo de melhoria diminuiu em comparação com o início dos anos 2000. Segundo os autores do estudo, isso se deve ao financiamento insuficiente dos sistemas de saúde, acesso limitado à assistência para grupos vulneráveis e uma menor prioridade dada às medidas preventivas. Além disso, o aumento da mortalidade por demência e doença de Alzheimer em muitas regiões do mundo também impactou negativamente o progresso geral.

Anteriormente, pesquisadores já haviam observado que o aumento sem precedentes na expectativa de vida, registrado na primeira metade do século XX, provavelmente não se repetirá no futuro.