Vladimir Kekhman deixou oficialmente o cargo de diretor do MHAT.
A Ministra da Cultura, Olga Lyubimova, assinou a ordem para rescindir o contrato de trabalho de Vladimir Kekhman, que até recentemente era o diretor-geral do MHAT Gorky. Embora seja difícil prever o futuro desse influente gestor cultural, já é possível especular sobre os potenciais candidatos para sucedê-lo no edifício do Bulevar Tverskoy.

O primeiro nome que surge entre os possíveis sucessores é Eduard Boyakov, o diretor anterior, que deixou o cargo com ressentimento em relação ao seu substituto. Agora ele tem a chance de um retorno, especialmente porque as instalações do teatro, principalmente a área da plateia e dos bastidores, estão em excelente estado. A única exceção é o palco, que requer a substituição de equipamentos e está temporariamente inadequado para apresentações. Contudo, o retorno de Boyakov é considerado improvável.
O segundo candidato em potencial é Zakhar Prilepin, que também teve uma ligação recente com o MHAT. Na temporada passada, a peça “Mulheres de Yesenin”, baseada em seu livro, foi um sucesso aqui. Prilepin havia sido prometido um Teatro Patriótico, mas sem um edifício próprio. Agora, essa oportunidade pode surgir.
No entanto, o cenário mais provável é que o espaço seja cedido a Konstantin Khabensky, que oficialmente lidera o MHAT (nos cartazes, MXAT) no Beco Kamergersky. A razão é simples: no final da temporada passada, Khabensky anunciou a próxima reforma de seu teatro, o que exigirá um local temporário para as apresentações de repertório do MXAT. Em Moscou, há poucos locais adequados. Por exemplo, o Teatro de Teresa Durova em Serpukhov (onde o MHAT já se apresentou durante a reforma de seu palco histórico sob a direção de Tabakov). Mas o teatro de Durova tem seu próprio repertório extenso, o que torna o MHAT no Bulevar Tverskoy, que na última quarta parte do século XX fazia parte do Teatro de Arte, a escolha mais lógica. O tempo dirá se esse roteiro se concretizará.
