Um recente estudo clínico, conduzido pelo renomado Instituto Kinsey nos EUA, revelou que a prática regular da masturbação pode aliviar significativamente os desconfortáveis sintomas associados à menopausa. A pesquisa contou com a participação de 66 mulheres, com idades entre 40 e 75 anos, provenientes de 27 estados americanos. Durante um período de três meses, as participantes ajustaram suas rotinas de autoerotismo, documentando cuidadosamente as mudanças em seu bem-estar geral através de questionários detalhados.
Os resultados obtidos foram notavelmente expressivos: em apenas quatro semanas, 92,9% das mulheres relataram uma redução em pelo menos um dos sintomas menopáusicos. As melhorias mais frequentemente observadas incluíram uma melhoria substancial na qualidade do sono, a diminuição de flutuações bruscas de humor e uma redução perceptível na sensação de fadiga geral. Foi particularmente notável que o efeito positivo máximo foi registrado nas mulheres que atingiram o orgasmo. Este fenômeno é atribuído à liberação de hormônios do prazer, como a oxitocina e as endorfinas, conhecidos por sua capacidade de melhorar o humor, promover um sono reparador e até mesmo diminuir a percepção da dor.
Os pesquisadores do estudo destacam que a maioria das mulheres entrevistadas expressou uma clara disposição para incorporar a masturbação como parte de seu regime terapêutico, caso esta fosse oficialmente recomendada por profissionais de saúde. No entanto, o levantamento também revelou um dado preocupante: apenas cerca de 3% das mulheres haviam recebido tais recomendações ou conselhos de seus médicos.
Os cientistas nutrem a esperança de que esses novos dados possam atrair maior atenção para a importância da saúde sexual no contexto de uma abordagem abrangente para o tratamento da menopausa. Segundo os autores da pesquisa, trata-se não apenas de uma questão de conforto e bem-estar sexual, mas de um método acessível e não medicamentoso, com o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida de milhões de mulheres em todo o mundo.
Vale ressaltar que, anteriormente, em abril, outras investigações científicas já haviam confirmado que tanto a atividade sexual quanto a masturbação realizadas no período noturno podem efetivamente contribuir para uma qualidade de sono superior.
