Descoberta Científica: Suplementos de Cálcio Não Causam Demência em Mulheres Idosas

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Cientistas da Universidade Edith Cowan, da Universidade Curtin e da Universidade da Austrália Ocidental desmistificaram uma crença popular sobre a ligação entre suplementos de cálcio e um risco aumentado de demência em mulheres idosas. Os resultados de sua nova pesquisa, publicados na prestigiosa revista The Lancet Regional Health — Western Pacific, dissipam eficazmente os antigos receios sobre o potencial impacto negativo do cálcio nas funções cerebrais.

O estudo abrangente envolveu 1460 mulheres. Durante cinco anos, metade das participantes tomou regularmente suplementos de cálcio, enquanto o outro grupo recebeu um placebo. Após 14 anos de observação, não foram encontradas diferenças significativas na incidência de demência entre os dois grupos. Os cientistas confirmaram a ausência de qualquer correlação, mesmo após considerar cuidadosamente múltiplos fatores adicionais, incluindo hábitos alimentares, nível de atividade física, predisposição genética e estado geral de saúde das participantes.

Estes dados importantes, segundo os pesquisadores, confirmam inequivocamente a segurança da ingestão de suplementos de cálcio, que são amplamente utilizados na prevenção e tratamento da osteoporose. Considerando que aproximadamente uma em cada cinco mulheres com mais de 70 anos sofre desta doença, a ingestão regular de cálcio desempenha um papel fundamental no seu plano terapêutico.

Os autores do estudo ressaltam a necessidade de pesquisas adicionais para determinar se as conclusões obtidas se aplicam à população masculina e a grupos etários mais jovens. No entanto, estes resultados já fornecem tanto aos profissionais de saúde quanto aos seus pacientes uma sólida confiança de que o consumo de cálcio a longo prazo é seguro para a saúde do cérebro.

É importante notar também que, no âmbito de outras pesquisas recentes, cientistas conseguiram pela primeira vez reverter a doença de Alzheimer em ratos, utilizando nanopartículas inovadoras que funcionam como um medicamento independente, destacando os avanços contínuos na pesquisa sobre doenças neurodegenerativas.