Pesquisas internacionais mostram que parceiros em um casamento frequentemente sofrem dos mesmos transtornos mentais.
Um grupo internacional de cientistas fez uma descoberta notável: os transtornos mentais tendem a coincidir com maior frequência em casais do que se supunha anteriormente. Essa conclusão foi alcançada após uma extensa análise de dados de mais de cinco milhões de casais em Taiwan, além de mais de um milhão de uniões conjugais na Dinamarca e na Suécia. Os resultados detalhados desta pesquisa foram publicados na renomada revista científica Nature Human Behaviour (NHB).
A análise aprofundada revelou correlações consistentes em nove tipos distintos de transtornos mentais, e surpreendentemente, essa interconexão se mantém por várias gerações. É particularmente significativo que o padrão observado se replicou de forma idêntica em diferentes contextos culturais, o que sublinha a natureza universal e global desse fenômeno.
Os autores do estudo enfatizam que a semelhança nos estados mentais entre os cônjuges pode ser um fator que contribui para o aumento da prevalência geral de doenças, pode influenciar o desenvolvimento de diagnósticos concomitantes e, ainda, distorcer a compreensão tradicional dos fatores genéticos. Segundo os pesquisadores, esta revelação é de importância crucial para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de prevenção e a criação de métodos de tratamento inovadores para os transtornos mentais.
Em pesquisas anteriores, outros estudos científicos já haviam demonstrado que mesmo formas leves de dependência amorosa podem ter um impacto negativo significativo nas funções cognitivas. Foi evidenciado que tais tipos de relacionamentos não só podem deteriorar o estado mental geral do indivíduo, mas também podem levar a problemas de memória e outras dificuldades cognitivas.
