Descoberta Inesperada: Excesso de Peso na Velhice Pode Reduzir o Risco de Demência

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Uma pesquisa ARIC (Aterosclerose Risk in Communities), publicada na prestigiada revista Neurology, apresentou dados surpreendentes que desafiam percepções comuns: o excesso de peso na terceira idade nem sempre aumenta o risco de desenvolver demência e, em alguns casos, pode até contribuir para a sua redução.

O estudo de coorte em larga escala envolveu mais de cinco mil pessoas com cerca de 75 anos, que foram acompanhadas por um período de oito anos. Durante este tempo, aproximadamente 20 por cento dos participantes foram diagnosticados com demência. A análise revelou que idosos com excesso de peso ou obesidade tinham um risco estatisticamente menor de desenvolver a doença em comparação com os seus pares com peso normal. No entanto, os investigadores enfatizaram que o fator determinante não é o peso atual em si, mas as suas alterações ao longo do tempo.

Particularmente vulneráveis foram os participantes cuja massa corporal diminuiu significativamente no período entre a meia-idade e a velhice. Para este grupo, a probabilidade de desenvolver demência foi substancialmente maior, independentemente do seu índice de massa corporal inicial. Por exemplo, entre pessoas com peso normal, o risco de demência aumentou mais de duas vezes se o seu peso diminuísse de forma considerável.

Os autores do estudo explicam estes resultados como parte do chamado “paradoxo da obesidade” na velhice. Eles sugerem que um peso elevado por si só não é um fator protetor direto contra a demência. Pelo contrário, uma perda de massa corporal indesejada pode servir como um indicador precoce de processos patológicos ocultos no corpo, que contribuem para o envelhecimento cerebral acelerado e o desenvolvimento de comprometimentos cognitivos. Consequentemente, para uma avaliação mais precisa do risco de demência, é crucial considerar não apenas o índice de massa corporal atual, mas também o histórico completo das suas alterações ao longo da vida de uma pessoa.

Anteriormente, também foi relatada a descoberta de um composto natural, o fucoidano extraído de algas marrons, como um potencial agente na luta contra a obesidade.