A Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) relata uma potencial redução no risco de eventos cardiovasculares graves graças à vacinação contra o herpes zóster.
Pesquisas recentes indicam que a vacinação contra o herpes zóster pode oferecer mais do que apenas proteção contra o vírus que causa erupções cutâneas dolorosas. Cientistas da Universidade de Surrey e da empresa GSK apresentaram dados de uma meta-análise no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia em Madrid, apontando para uma redução significativa nos riscos de doenças cardiovasculares. De acordo com seus relatórios, em adultos vacinados contra o herpes zóster, a probabilidade de infarto do miocárdio diminuiu em 18%, e a de AVC em 16%, em comparação com aqueles que não foram vacinados.
Para chegar a essa conclusão, foram analisados os resultados de 19 estudos diferentes, incluindo ensaios clínicos em larga escala e estudos observacionais. Dezenas de milhares de pessoas com mais de 18 e 50 anos participaram dessas análises. O efeito protetor foi observado tanto com vacinas recombinantes quanto com vacinas vivas atenuadas. Em média, isso significou a prevenção de 1,2 a 2,2 eventos cardiovasculares por mil pessoas por ano.
Embora a maioria dos dados seja baseada em estudos observacionais e exija confirmação em ensaios clínicos adicionais, esses resultados abrem novos horizontes para a medicina preventiva. Se confirmado, a vacina contra o herpes zóster poderá se tornar uma poderosa ferramenta de dupla proteção, protegendo as pessoas tanto da infecção viral quanto das complicações cardiovasculares graves associadas a ela.
Anteriormente, em agosto, outras pesquisas também destacaram a importância da prevenção: foi descoberto que a caminhada rápida regular reduz significativamente os riscos de AVC, infarto e insuficiência cardíaca em indivíduos com hipertensão.
