Descoberta Promissora no Combate ao Cancro do Sangue Agressivo

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Uma nova e promissora abordagem para o tratamento de formas agressivas de cancro do sangue está a surgir. Resultados provisórios do estudo clínico australiano PREACH-M sugerem que a combinação do medicamento experimental lenzilumab com a terapia padrão de azacitidina pode transformar o tratamento da leucemia mielomonocítica crónica (LMMC), um cancro do sangue notavelmente agressivo e desafiador de tratar.

O lenzilumab, desenvolvido na Austrália, atua bloqueando moléculas sinalizadoras específicas. Estas moléculas são responsáveis por desencadear a formação excessiva de células patológicas e inflamação, fatores cruciais na progressão da doença.

Os dados iniciais são encorajadores: 22 dos 34 participantes do estudo demonstraram uma melhoria significativa nos primeiros meses de tratamento. Observou-se uma drástica redução de células nocivas e de marcadores inflamatórios. Este efeito não só se manteve, como em alguns casos intensificou-se ao longo de seis meses.

A durabilidade da resposta é particularmente notável para a LMMC. Quinze pacientes permaneceram em tratamento sem sinais de recorrência por mais de um ano, três por mais de três anos, e um paciente está em remissão há impressionantes quatro anos. Estes são indicadores recorde para este tipo de leucemia.

Além da LMMC, há indícios de que o lenzilumab pode ser benéfico para outras formas de leucemia. Num caso específico, um paciente com leucemia mieloide aguda (LMA), que não respondia aos tratamentos convencionais, viu uma redução significativa das células cancerígenas na medula óssea (de 20% para 7%) após a introdução do lenzilumab no seu regime terapêutico.

Embora as pesquisas continuem, os especialistas já classificam os resultados como “excecionalmente promissores”. Há grande esperança de que esta nova abordagem possa alterar dramaticamente o prognóstico para indivíduos que vivem com formas raras e agressivas de cancro do sangue.