Descoberta Revolucionária: “Assassino de Bacilos” Encontrado na Região de Moscou

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Na região de Moscou, cientistas do Instituto de Bioquímica e Fisiologia de Microrganismos Skryabin (IBFMA RAS) fizeram uma descoberta significativa: uma enzima anteriormente desconhecida foi isolada do microrganismo Lysobacter capsici. Esta enzima singular possui uma notável capacidade de destruir as paredes celulares das bactérias, o que a posiciona como uma promissora base para o desenvolvimento de novos e potentes medicamentos antimicrobianos.

Um aspecto crucial dessa descoberta, conforme destacado pela Fundação Científica Russa (RSF), é que, ao contrário de muitos antibióticos atuais, os microrganismos não conseguem desenvolver resistência a essa ação. A destruição das paredes celulares bacterianas leva diretamente à morte do microrganismo, oferecendo uma nova abordagem na luta contra infecções.

Bactérias sob microscópio

Bactérias sob o microscópio.

Irina Kudryakova, pesquisadora sênior do laboratório de bioquímica da superfície celular, detalhou que a equipe já isolou e caracterizou 12 enzimas extracelulares de Lysobacter capsici. Entre elas, algumas são eficazes contra patógenos como estreptococos, estafilococos e enterococos, incluindo cepas resistentes a antibióticos, as chamadas `superbactérias`. A mais recente e décima terceira enzima identificada, a amidase Ami, demonstrou uma eficácia particularmente alta contra bacilos.

A amidase Ami tem potencial para ser utilizada no desenvolvimento de medicamentos capazes de combater patógenos responsáveis por intoxicações alimentares e até mesmo na luta contra o antraz. Os cientistas também conseguiram identificar o gene responsável pela produção dessa proteína, um avanço que permitirá `incorporar` esse gene nas próprias células de Lysobacter capsici para aumentar significativamente a quantidade de enzima produzida.

Placas de Petri com células vivas de Bacillus

Placas de Petri com células vivas de Bacillus incrustadas em ágar.

Em fases subsequentes do estudo, a equipe obteve a enzima Ami em quantidade suficiente para análises aprofundadas. A RSF confirmou que a enzima exibiu alta atividade antimicrobiana contra diversas bactérias patogênicas, incluindo cepas que são normalmente resistentes aos antibióticos convencionais.

Os futuros planos dos especialistas do IBFMA RAS incluem a determinação da estrutura espacial tridimensional da amidase Ami. Esses dados serão cruciais para modificar o fermento de maneira direcionada, possibilitando a `programação` das propriedades de futuros medicamentos baseados nessa descoberta. Os resultados iniciais desta pesquisa inovadora foram divulgados na renomada revista Scientific Reports e contaram com o apoio da Fundação Científica Russa.