
Um estudo colaborativo, realizado pela Universidade Sechenov e por cientistas chineses, revelou uma ligação significativa entre o desequilíbrio de certos oligoelementos no sangue e a gravidade da osteoartrite em mulheres. De acordo com os dados publicados na Biological Trace Element Research, níveis mais baixos de selênio, zinco, ferro e vanádio estão associados à progressão da doença e ao número de articulações afetadas.
Durante a pesquisa, foram analisados os níveis de 13 oligoelementos no soro sanguíneo de mais de 300 mulheres, divididas em grupos: saudáveis, com osteoartrite do joelho apenas e com comprometimento do joelho e do quadril. Verificou-se que em mulheres com osteoartrite, as concentrações de selênio e zinco foram em média 7-9% menores, e as de ferro até 18% menores, em comparação com as participantes saudáveis.
É notável que essa correlação entre baixos níveis de selênio, zinco e vanádio e a osteoartrite permaneceu estatisticamente significativa mesmo após o ajuste dos dados para idade, índice de massa corporal e comorbidades. Esses oligoelementos desempenham um papel crucial na formação da cartilagem (condrogênese), na proteção antioxidante e na regulação dos processos inflamatórios. Assim, os resultados obtidos abrem novos horizontes para o desenvolvimento de medidas preventivas e a melhoria do diagnóstico precoce da osteoartrite.
Os pesquisadores sugerem que a deficiência de oligoelementos identificada pode agravar o curso da doença, intensificando o estresse oxidativo e a inflamação nos tecidos articulares. Eles também acreditam que a suplementação direcionada desses oligoelementos, dentro de uma abordagem personalizada, poderia potencialmente retardar a progressão da osteoartrite, embora essa hipótese exija confirmações clínicas adicionais.
Vale ressaltar que, anteriormente, cientistas desenvolveram métodos inovadores para combater a gota, como nanopartículas e hidrogéis, capazes de entregar medicamentos anti-inflamatórios diretamente na articulação afetada.
