Descoberto Medicamento Universal de mRNA Contra Múltiplos Vírus

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Pesquisadores desenvolveram um inovador medicamento experimental de mRNA que pode potencialmente fornecer proteção ao corpo contra uma série de infecções virais, incluindo o SARS-CoV-2 (coronavírus) e o vírus da gripe. Os resultados deste promissor trabalho foram publicados na prestigiada revista científica Science.

O método é baseado no estudo de uma rara condição genética — a deficiência da proteína ISG15. Observou-se que em pessoas com essa condição, ocorre uma ativação constante, embora moderada, de genes antivirais. Isso permite que suas células combatam infecções de forma mais eficaz do que em indivíduos sem essa condição. Baseando-se nesse princípio, a equipe de cientistas identificou dez genes ISG chave responsáveis por um mecanismo similar de “proteção de amplo espectro” contra diferentes tipos de vírus.

Para testar a tecnologia, um conjunto desses genes foi encapsulado em nanopartículas lipídicas — o mesmo tipo de tecnologia usado em algumas vacinas de mRNA — e administrado a animais de laboratório. Os experimentos demonstraram que essa terapia aumenta significativamente a resistência das células a uma variedade de vírus, como Zika, estomatite vesicular, gripe e SARS-CoV-2. Em camundongos, observou-se uma notável redução na gravidade da doença, e em hamsters, o uso do medicamento até preveniu a mortalidade por infecção por coronavírus, um resultado bastante encorajador.

Os cientistas enfatizam que a eficácia máxima é alcançada apenas com a administração conjunta de todos os dez genes. Quando aplicados individualmente, eles não produzem tal efeito protetor, o que sugere uma sinergia importante entre eles. Apesar das dificuldades existentes na entrega de medicamentos de mRNA a longo prazo, esta pesquisa abre um caminho promissor para o desenvolvimento de agentes antivirais universais capazes de prevenir um amplo espectro de infecções virais, oferecendo uma nova esperança para a saúde pública global.

A propósito, em um estudo anterior, foi estabelecido que o vírus do papiloma humano beta (HPV-beta) comum pode contribuir diretamente para o desenvolvimento do câncer de pele, integrando-se ao DNA das células e estimulando o crescimento de formações tumorais, o que ressalta a complexidade das interações entre vírus e saúde humana.

Este artigo é uma paráfrase e tradução de uma notícia científica, destinada a fins informativos e educacionais.