Descoberto método para prever infarto e AVC com 10 anos de antecedência

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Uma simples fotografia digital do fundo do olho pode, com notável precisão, indicar o risco de um indivíduo sofrer um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC) nos próximos 10 anos. Uma equipe internacional de cientistas da Universidade de Dundee desenvolveu um sistema inovador que utiliza inteligência artificial (IA) para analisar essas imagens. Este sistema é capaz de determinar o risco individual de doenças cardiovasculares em questão de segundos. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na renomada revista científica Cardiovascular Diabetology.

O algoritmo de IA identifica alterações características nos vasos sanguíneos da retina – como estreitamento, bloqueios ou danos – que são reflexos diretos da saúde geral do sistema cardiovascular. O estudo que validou essa tecnologia envolveu mais de 1.200 participantes: aqueles em que a IA detectou o maior aumento de risco entre duas avaliações realizadas com um intervalo de três anos tiveram uma probabilidade 54% maior de desenvolver problemas cardíacos e vasculares.

A precisão da previsão baseada apenas em uma imagem do fundo do olho alcançou impressionantes 70%. Quando essa técnica foi combinada com a avaliação tradicional de fatores de risco e testes genéticos, a precisão aumentou para 73%. Os cientistas acreditam firmemente que tecnologias como esta podem ser facilmente integradas aos exames de saúde de rotina, por exemplo, durante consultas padrão com um oftalmologista.

De acordo com os autores do estudo, essa abordagem pioneira permitirá identificar mais cedo os grupos de risco e prescrever medidas preventivas a tempo – que podem variar desde mudanças no estilo de vida até a administração de medicamentos específicos. O objetivo final é reduzir significativamente o número de infartos e AVCs no futuro.

Estudos anteriores já haviam revelado que o consumo regular de água comum também está associado a uma menor probabilidade de desenvolver AVC.