A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu para 4,2% em julho, um aumento em relação aos 4,1% registrados no mês anterior. De acordo com o relatório mensal divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) do Departamento de Trabalho dos EUA, o número total de pessoas desempregadas no país permaneceu praticamente estável, em torno de 7,2 milhões.
A economia norte-americana criou apenas 73 mil novos postos de trabalho em julho. Este número ficou significativamente abaixo das expectativas dos analistas, que previam um acréscimo de 100 mil a 109 mil novas vagas. Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA revisou para baixo os dados de criação de empregos de maio e junho. Os 144 mil postos inicialmente reportados em maio foram drasticamente reduzidos para apenas 19 mil, enquanto os 147 mil declarados em junho foram ajustados para somente 14 mil.
Alguns economistas, cujas opiniões foram previamente citadas pelo The Wall Street Journal, sugerem que a imprecisão nos dados pode ser atribuída à escassez de pessoal dentro do próprio Departamento de Trabalho dos EUA, consequência dos cortes massivos implementados durante a administração de Donald Trump.
Segundo Thomas Ryan, economista da Capital Economics, o relatório do BLS de julho “oferece poucos motivos para otimismo”. A média de novos empregos criados nos últimos três meses atingiu um “preocupante patamar de 35 mil”, um número que, em sua análise, serve como um claro indicativo da desaceleração nas contratações, mesmo considerando um ritmo mais lento de crescimento populacional. Diante desses dados, especialistas concordam que há uma alta probabilidade de que as taxas de juros sejam reduzidas já em setembro.
