Pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que a dieta cetogênica pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, atuando simultaneamente no intestino e no cérebro. De acordo com dados publicados no Journal of Neurochemistry, em indivíduos portadores do gene APOE4 — o principal fator genético de risco para a forma tardia de Alzheimer — essa dieta contribui para a restauração do microbioma intestinal e a otimização do metabolismo cerebral.
Em experimentos com camundongos, foi constatado que a dieta cetogênica aumenta a população de bactérias benéficas, como Lactobacillus johnsonii e L. reuteri, enquanto diminui a concentração de microrganismos oportunistas. Essas alterações positivas foram correlacionadas com a melhoria da função mitocondrial, a estabilização dos níveis de neurotransmissores e a normalização do metabolismo lipídico no cérebro, fatores cruciais para a manutenção da saúde cognitiva.
Os resultados mais notáveis foram observados em fêmeas com o gene APOE4: nelas, houve uma restauração da diversidade do microbioma e a normalização dos indicadores metabólicos cerebrais. Os cientistas sugerem que a dieta cetogênica pode ser uma estratégia nutricional personalizada eficaz para reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, especialmente em mulheres com predisposição genética para a doença de Alzheimer.
Vale ressaltar que estudos anteriores também indicaram a capacidade da dieta cetogênica de aliviar significativamente os sintomas da depressão, alcançando uma melhora de quase 70% em apenas dez semanas.
