Dietas que Reduzem o Risco de Doenças Neurodegenerativas

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Novas pesquisas de cientistas poloneses, publicadas na revista Nutrients, destacam o papel crucial da dieta na prevenção da doença de Alzheimer. Especialistas analisaram como o padrão alimentar afeta a microbiota intestinal, que, por sua vez, influencia os processos cerebrais, incluindo inflamação e metabolismo lipídico. O equilíbrio dos microrganismos no intestino determina a produção de ácidos graxos de cadeia curta protetores ou, ao contrário, de metabólitos tóxicos que aceleram os processos neurodegenerativos.

As dietas mais eficazes para a manutenção da saúde cerebral foram reconhecidas como a Dieta Mediterrânea, a dieta DASH (Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão) e seu híbrido MIND (Intervenção Mediterrânea-DASH para Retardar a Neurodegeneração). Essas dietas são ricas em fibras, ácidos graxos ômega-3 e polifenóis, o que promove o crescimento de bactérias benéficas no intestino e está associado a um menor risco de declínio cognitivo. Uma direção promissora também é o esquema modificado “ceto-mediterrâneo”, que combina os princípios da cetose com o perfil antioxidante da dieta Mediterrânea sem reduzir o consumo de fibras.

Em contraste, o tipo de alimentação ocidental, caracterizado por alto consumo de produtos processados, excesso de açúcar e gorduras, afeta negativamente a diversidade da microbiota e aumenta o nível de moléculas inflamatórias. Isso leva ao dano das barreiras entre o intestino e o cérebro, acelerando o desenvolvimento da demência.

Os cientistas também notam o potencial de prebióticos, probióticos e polifenóis de algas marinhas na restauração do equilíbrio saudável da microflora (eubiose) e na contenção dos processos inflamatórios. No entanto, eles enfatizam a necessidade de uma abordagem nutricional personalizada e de mais ensaios clínicos para confirmar uma relação causal direta entre a dieta, a microbiota e o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Deve-se notar também que pesquisas anteriores mostraram que a insônia crônica contribui para a deterioração da memória e das funções cognitivas, além de estar associada a alterações na estrutura cerebral.