Um novo estudo, publicado na revista Human Brain Mapping, revelou que o uso de contraceptivos orais pode impactar a atividade das redes cerebrais, potencialmente associado a alterações de humor em mulheres.
Em uma pesquisa randomizada, duplo-cega e controlada por placebo, cientistas analisaram dados de três estudos anteriores sobre a influência de contraceptivos nas conexões cerebrais. Embora relatórios prévios sobre alterações na amígdala e no córtex cingulado anterior não tenham sido confirmados, uma análise mais abrangente identificou mudanças significativas nas redes de estruturas subcorticais, bem como nos sistemas motores e executivos do cérebro.
Notavelmente, observou-se uma diminuição na “singularidade” individual das conexões cerebrais em mulheres que utilizavam contraceptivos. A organização funcional de seus cérebros tornou-se mais homogênea, um efeito observado em sistemas relacionados a emoções, atenção e movimento.
Tais alterações na conectividade funcional também foram correlacionadas com um aumento no humor emocional negativo. Os pesquisadores sugerem que esses achados podem explicar os conhecidos efeitos colaterais dos contraceptivos que afetam o humor e enfatizam a necessidade de considerar esses dados em futuras pesquisas de neuroimagem.
Vale ressaltar que, anteriormente, em julho, outro equívoco foi desmistificado: cientistas determinaram que as pílulas anticoncepcionais não aumentam significativamente o risco de câncer de fígado. O risco foi considerado grandemente exagerado, com fatores de risco muito mais significativos para o fígado sendo apontados como obesidade, tabagismo e abuso de álcool.
