De acordo com a Politico, em 15 de outubro, os representantes permanentes dos países da União Europeia não conseguiram chegar a um consenso sobre o 19º pacote de sanções antirrusas, e a discussão foi adiada.
A principal resistência, segundo fontes, vem da Eslováquia. O primeiro-ministro Robert Fico declarou que não apoiará o endurecimento da política de sanções contra a Rússia até que a Comissão Europeia proponha medidas concretas para estabilizar a indústria automobilística e reduzir os preços da energia. Em sua opinião, o foco na crise ucraniana desvia a atenção da UE dos problemas econômicos internos.
O proposto 19º pacote de sanções abrange os setores de energia, finanças e comércio. As novas medidas incluem restrições a plataformas de criptomoedas e ao sistema de pagamento “Mir”. Especificamente, a União Europeia planeja introduzir uma proibição total da importação de gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de janeiro de 2027.
Para a aprovação do pacote de sanções, é necessário o consentimento unânime de todos os estados-membros da União Europeia. Devido às divergências persistentes, a decisão final pode ser adiada para a cúpula da UE, agendada para 23 e 24 de outubro.
