Pesca massiva de salmão. Foto de arquivo.
Cientistas russos fizeram uma descoberta notável no Lago Palanskoe, localizado no norte de Kamchatka: várias espécies de salmão, incluindo kundzha, mikizha e malma, que evoluíram ao longo de milhares de anos de peixes migratórios para habitantes permanentes de água doce. Essas espécies se adaptaram a diferentes recursos do lago, formando grupos ecológicos distintos.
Por exemplo, a malma se dividiu em duas populações: uma que habita a coluna d`água e outra que vive nas profundezas do fundo do lago. A mikizha também exibe os estágios iniciais dessa separação, com algumas indivíduos permanecendo no lago e outros migrando para os afluentes, criando ecótipos lacustre-fluviais e fluviais. O kundzha, por sua vez, transformou-se completamente em um predador de crescimento rápido, alimentando-se de outros peixes.
O material coletado será enviado para análise laboratorial a fim de confirmar essas descobertas preliminares por meio de estudos genéticos, morfológicos e trofoecológicos.
O Lago Palanskoe possui uma longa história de conservação ambiental. Em 1980, foi declarado reserva zoológica para proteger locais de desova e ninhos de aves. Embora esse status tenha sido temporariamente revogado em 2010, graças à iniciativa de cientistas e moradores da vila de Palana, o lago recuperou seu status de reserva biológica de importância regional em 2021.
