Estudo Revela as Principais Causas do Câncer de Fígado

Notícias Portuguesas » Estudo Revela as Principais Causas do Câncer de Fígado
Preview Estudo Revela as Principais Causas do Câncer de Fígado

Ilustração do fígado humano

De acordo com uma extensa análise publicada na renomada revista médica The Lancet, uma parcela significativa dos casos de câncer de fígado pode ser prevenida. Os principais fatores de risco, que são passíveis de controle, incluem as hepatites virais, o consumo excessivo de álcool e a doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (MASLD).

Atualmente, o câncer de fígado é uma das formas mais agressivas de câncer, ocupando o terceiro lugar em mortalidade e o sexto em prevalência global. A China apresenta uma incidência particularmente alta, com mais de 40% de todos os casos. A análise projeta um crescimento alarmante: até 2050, o número de novos casos diagnosticados pode quase dobrar, passando de 870 mil para 1,52 milhão, e o número de mortes poderá aumentar de 760 mil para 1,37 milhão.

No entanto, os pesquisadores enfatizam que aproximadamente 60% de todos os casos de câncer de fígado estão ligados a fatores de risco modificáveis. Estes incluem os vírus da hepatite B e C, o abuso de álcool e a MASLD. É notável que a MASLD, frequentemente associada à obesidade, está se tornando a causa de câncer de fígado que mais rapidamente cresce em todo o mundo, com particular proeminência nos EUA, Europa e Ásia.

Para combater eficazmente esta doença, os autores do estudo propõem uma abordagem abrangente, que inclui a expansão dos programas de vacinação contra a hepatite B, o rastreamento sistemático para hepatites e outras lesões hepáticas, bem como medidas regulatórias, como a restrição da publicidade de álcool e a fixação de preços mínimos para produtos alcoólicos. Além disso, campanhas de promoção de estilos de vida saudáveis são cruciais. Estima-se que uma redução anual de apenas 2-5% na incidência pode prevenir até 17 milhões de casos e salvar até 15 milhões de vidas a longo prazo.

Os cientistas salientam que, apesar das dificuldades no tratamento do câncer de fígado, a sua prevalência pode ser significativamente reduzida através do reforço das medidas preventivas.