Um novo e abrangente estudo, realizado por uma equipe internacional de cientistas de quarenta países, revelou que a velocidade do envelhecimento humano é determinada não apenas pelo estilo de vida individual e pelo estado de saúde. Fatores externos, como o meio ambiente, o nível de desigualdade social e a qualidade das instituições democráticas, também desempenham um papel crucial. Essas descobertas significativas, baseadas em dados de 161.981 participantes, foram publicadas na prestigiada revista científica Nature Medicine.
Os pesquisadores introduziram o conceito de “exposoma”, que se refere ao conjunto completo de condições físicas, sociais e políticas que afetam o organismo humano. Utilizando algoritmos avançados de inteligência artificial, eles determinaram a “idade biopsicocomportamental” de cada participante — um indicador que reflete a diferença entre sua idade cronológica e a idade prevista com base no estado de saúde, funções cognitivas (memória), educação e biomarcadores (como pressão arterial ou níveis de colesterol). A análise revelou que os habitantes de países com alta poluição do ar, desigualdade social pronunciada e sistemas democráticos subdesenvolvidos tendem a envelhecer mais rapidamente, o que também está associado a um risco aumentado de declínio das capacidades cognitivas e redução da atividade diária.
Os indicadores mais favoráveis em relação à velocidade do envelhecimento foram registrados em vários países europeus, enquanto a situação mais desfavorável foi observada no Egito e na África do Sul. É notável que, mesmo dentro da própria Europa, existem diferenças significativas: nas regiões leste e sul, o processo de envelhecimento ocorre visivelmente mais rápido. Os cientistas enfatizam que o envelhecimento acelerado não é apenas uma anomalia estatística; em pessoas cuja estimativa de idade biológica excede significativamente sua idade cronológica, observa-se uma deterioração mais rápida da memória e uma redução na capacidade de realizar tarefas diárias.
Os autores do estudo enfatizam que o envelhecimento deve ser considerado não apenas uma característica biológica individual, mas também um reflexo direto das condições ambientais e do contexto social em que uma pessoa vive. Nesse sentido, eles instam veementemente a comunidade global a tomar ações ativas: combater a poluição do ar, reduzir a desigualdade social e fortalecer os princípios democráticos. A implementação dessas medidas, em sua opinião, é crucial para desacelerar os processos de envelhecimento e aumentar a longevidade saudável de toda a população.
Além dessas descobertas, foi previamente estabelecido que a suplementação de vitamina D é capaz de retardar o envelhecimento biológico do organismo. Em particular, a ingestão regular de vitamina D3 retardou significativamente o encurtamento dos telômeros — as partes protetoras terminais do DNA, cujo encurtamento está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de doenças crônicas.
