O governo russo incluiu a montadora francesa Renault na lista de sanções direcionadas a entidades jurídicas envolvidas em cooperação técnico-militar. Esta medida foi formalizada por um decreto governamental.
A Renault retirou-se do mercado russo na primavera de 2022, transferindo 67,69% de suas ações na AvtoVAZ para a FSUE NAMI e sua fábrica em Moscou para o governo da capital. O acordo, no entanto, incluía uma cláusula de recompra de ações por um período de seis anos. Em fevereiro, o CEO da Renault, Luca de Meo, chegou a declarar que a empresa não descartava um possível retorno à Rússia.
Empresas na lista de sanções estão proibidas de realizar novas transações, cumprir obrigações de acordos existentes e efetuar operações financeiras que lhes sejam vantajosas. Contudo, o governo pode conceder permissões temporárias para negócios específicos. Em junho, sanções semelhantes foram impostas à Daimler Truck AG, fabricante alemã de caminhões.
Em setembro, o Rospatent (serviço federal de propriedade intelectual da Rússia) recusou o pedido da Renault para registrar a marca `Reno` para a venda e produção de veículos na Rússia. O primeiro vice-primeiro-ministro, Denis Manturov, havia anteriormente classificado as ações da empresa como `hostis`.
