A Inteligência Artificial (IA) descobriu uma nova abordagem no combate à doença de Alzheimer, ao reanalisar dados de um estudo clínico inicialmente considerado sem sucesso. Os testes iniciais do medicamento lanabecestat, destinado a reduzir os níveis de beta-amiloide no cérebro, não mostraram melhorias nas funções cognitivas dos participantes, e o projeto foi dado como inviável.
No entanto, uma equipe internacional de pesquisadores aplicou aos mesmos dados um novo modelo preditivo baseado em IA. Este modelo analisa indicadores como resultados de ressonância magnética, marcadores genéticos, níveis de beta-amiloide e testes de memória para prever a velocidade de progressão da doença de Alzheimer em um paciente específico. Essa abordagem permitiu dividir os participantes do estudo em grupos com progressão “lenta” e “rápida” da neurodegeneração.
Após essa nova estratificação, descobriu-se que, em pacientes com progressão mais lenta da doença que tomaram 50 mg de lanabecestat, o declínio cognitivo diminuiu em 46% em comparação com o grupo placebo. Não foi observado tal efeito no grupo com progressão rápida da doença. Além disso, o uso da IA reduz significativamente o tamanho da amostra necessário para estudos futuros, o que pode acelerar e baratear o processo de desenvolvimento de medicamentos.
Os pesquisadores destacam que a integração da IA em ensaios clínicos pode aumentar sua eficácia e ajudar a encontrar tratamentos mais eficazes para a doença de Alzheimer mais rapidamente.
Anteriormente, foi descoberto que o consumo regular de ovos pode reduzir significativamente o risco de desenvolver demência. Aqueles que consumiam pelo menos dois ovos por semana tinham uma probabilidade 47% menor de desenvolver demência.
