Do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, um foguete Soyuz-2.1b foi lançado com sucesso. Ele transporta o satélite Bion-M Nº2, concebido para uma missão espacial com 75 ratos e 1.500 moscas-da-fruta.
O satélite foi inserido em órbita em exatos 9 minutos e 23 segundos.
O objetivo é posicionar a cápsula em uma órbita de alta latitude com grande inclinação, a uma altitude de 370-380 quilômetros. Os cientistas visam estudar sua segurança biológica, pois essa órbita apresenta níveis mais elevados de radiação cósmica e um ambiente geomagnético distinto em comparação com as órbitas tradicionais de 50-60 graus de inclinação. A duração prevista da missão é de 30 dias.
A estrutura do “Bion-M” Nº2 compreende uma cápsula de reentrada hermética que abriga equipamentos científicos internos e externos, além de compartimentos para instrumentos e agregados, uma plataforma de separação e painéis solares.
Entre 1973 e 1996, 11 missões “Bion” foram lançadas, transportando uma variedade de seres vivos ao espaço, incluindo macacos, ratos, lagartixas, guppies, insetos e organismos unicelulares. Em 2013, o “Bion-M” modernizado realizou um voo com ratos, gerbos, lagartixas, caracóis, crustáceos, peixes e diversos microrganismos. Foi o primeiro satélite da série a ter um voo de 30 dias.
