O prestigiado Museu do Prado anunciou que a aclamada escritora franco-marroquina Leïla Slimani será a próxima convidada a integrar o seu inovador programa “Escrever o Prado”. Esta iniciativa propõe que figuras literárias de renome internacional utilizem as vastas coleções e a história da pinacoteca como fonte de inspiração.
Lançado em 2023, o programa já contou com a participação de nomes como John Coetzee, Chloe Aridjis, Olga Tokarczuk, John Banville, Helen Oyeyemi e Mathias Énard. Slimani, vencedora do Prêmio Goncourt em 2016 pela sua obra Canção Doce (Canción dulce), iniciará sua residência em Madrid em 19 de abril. A partir de sua imersão no museu, a autora desenvolverá um texto inédito que será publicado em edição bilíngue, em espanhol e inglês. Para isso, terá acesso privilegiado às salas de exposição, aos ateliês de restauração, laboratórios e armazéns, além de uma interlocução direta com as equipes de conservação e pesquisa do Prado.
Adicionalmente, a autora de No Jardim do Outro (En el jardín del otro) realizará um colóquio aberto ao público durante sua residência, marcado para o próximo 5 de maio.
Nascida em Rabat em 1981, Slimani estudou no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po) e na Escola Superior de Comércio. Exerceu como jornalista em L’Express e Jeune Afrique antes de se dedicar integralmente à literatura. É autora, entre outros títulos, de Sexo e Mentiras (Sexo y mentiras, 2017), O Perfume das Flores Noturnas (El perfume de las flores de noche, 2021) e do ciclo O País dos Outros (El país de los otros), cuja trilogia terminou com Levarei o Fogo (Me llevaré el fuego), publicada em espanhol pela Cabaret Voltaire. Por esses últimos trabalhos, recebeu na Espanha o Prêmio dos Livreiros de Madrid 2021 e o Premi Llibreter 2021. Contudo, sua narrativa mais conhecida é Chanson douce (Canção Doce), que conquistou o Goncourt pela sua amplitude temática e sua capacidade de questionar incisivamente assuntos de grande relevância social.
O propósito de “Escrever o Prado” é promover um diálogo contínuo entre a literatura e as artes plásticas, no âmbito da estratégia do museu para abrir leituras contemporâneas e inovadoras de seu patrimônio.
