Intervalos prolongados entre as refeições podem desempenhar um papel crucial na desaceleração da doença de Alzheimer, e esse efeito pode ser até mais significativo do que a simples restrição calórica. Esta conclusão foi alcançada por pesquisadores que investigaram o impacto de diferentes regimes alimentares em modelos murinos com predisposição genética à neurodegeneração. Os resultados foram publicados na revista Nature Communications (Nat Commun).
Embora seja sabido que a restrição calórica pode retardar o desenvolvimento do Alzheimer em animais, o mecanismo exato — seja pela redução da carga energética ou pelo jejum forçado entre as refeições — permaneceu incerto.
No novo experimento, os cientistas dividiram os camundongos em grupos com diferentes regimes: alguns recebiam menos calorias sem longos períodos de jejum, enquanto outros se alimentavam raramente, mas com ingestão calórica normal.
Constatou-se que a redução calórica por si só melhorava o peso e a sensibilidade à glicose. No entanto, para a manifestação de efeitos mais profundos — como melhora da função cerebral, atividade neuroprotetora e desaceleração das alterações patológicas associadas ao Alzheimer — era necessária uma pausa prolongada entre as refeições.
Os autores enfatizam: não é apenas a composição da dieta que importa, mas também o regime. Uma “janela de jejum” diária prolongada ativa mecanismos que contribuem para a proteção cerebral. Isso pode ser significativo não apenas para a prevenção, mas também para o retardamento da progressão da doença.
Anteriormente, cientistas descobriram que passeios regulares de bicicleta reduzem o risco de demência e doença de Alzheimer.
