A diva pop combina música e defesa ambiental em uma performance única.
Estrelas pop e rock de todo o mundo estão cada vez mais envolvidas em ativismo. Embora a participação de celebridades em questões sociais e globais não seja novidade (lembre-se do Live Aid de 1985), recentemente tem havido uma explosão de tais atividades. Enquanto alguns artistas, como o Gorillaz, defendem controversamente a Palestina, Mariah Carey está indo para a Amazônia para proteger suas florestas tropicais e o clima global. As estrelas parecem abraçar sua percebida responsabilidade como figuras públicas, pelo menos da forma como a interpretam.

Mariah Carey já cantou em inúmeros lugares: de luxuosas residências em Las Vegas ao caos de Ano Novo na Times Square, em Nova York. No entanto, a diva pop parece não ter esgotado suas surpresas. Na próxima semana, ela tem um show agendado para acontecer em um palco flutuante no coração da Amazônia: selva, pôr do sol, o rio Guamá e Mariah com um microfone. A imprensa americana está em frenesi de antecipação, descrevendo o evento como “uma miragem, mas é real”.
Mais detalhes foram revelados: o espetáculo é intitulado “Amazônia Live – Today and Always”. O palco foi construído à semelhança do símbolo da região, a gigantesca vitória-régia (Victoria Amazonica), que agora servirá de pódio glamoroso para a diva em seus saltos altos. Comentaristas já se desdobram em metáforas sobre seu simbolismo e glamour, mas rapidamente enfatizam que a perigosa aventura amazônica de Mariah, em um local infestado de jacarés, não é apenas por exibição.
Sua missão é séria, com o concerto na vitória-régia antecedendo a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em novembro em Belém, uma cidade brasileira situada no delta do Amazonas, na costa atlântica.
É notável que a cantora “usará seu mecanismo de cinco oitavas” (referindo-se à sua voz) para lembrar ao mundo sobre a conservação das florestas, a proteção dos povos indígenas e a necessidade crucial de uma real redução nas emissões nocivas “se a humanidade quiser sobreviver”.
Artistas locais como Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara farão a abertura para Mariah. Os organizadores descrevem isso não como “apenas um show de abertura, mas uma expedição cultural aos ritmos e tradições da região”. Em seguida, a cantora brasileira Ivete Sangalo também se juntará à iniciativa, embora sua apresentação seja em um estádio em Belém com capacidade para 40 mil espectadores, e não no palco precário da vitória-régia.
Enquanto isso, Mariah Carey continua sua agitada agenda como um ícone pop requisitado: ela recentemente recebeu o prêmio Video Vanguard na cerimônia do MTV VMA em Nova York, onde sua presença minimalista no palco se tornou um meme. “Ela está apenas guardando energias para o Natal, e isso é normal”, explicam “conhecedores”. Ela também está preparando o lançamento de seu novo álbum, “Here For It All”, anunciado para o final de setembro.
A imprensa, entretanto, especula: Mariah usará seu famoso registro de assobio no palco da vitória-régia no meio da Amazônia, já que este literalmente “se mantém por um fio” na água, levantando preocupações de que possa afundar. No entanto, todos concordam em uma coisa: “Em qualquer caso, a Amazônia nunca viu nada parecido” – sugerindo que a surpresa dos crocodilos será imensa.
