Uma nova pesquisa, conduzida por cientistas de Taiwan e do Japão, revelou que o chá verde matcha em pó pode desempenhar um papel crucial na proteção do fígado contra os efeitos prejudiciais de uma dieta rica em gorduras e açúcares. Segundo os resultados, publicados na prestigiada revista científica *Nutrients*, a inclusão regular de matcha na dieta de ratos de laboratório levou a uma significativa redução no acúmulo de gordura no fígado, aprimorou a sensibilidade à insulina e diminuiu consideravelmente os processos inflamatórios.
O efeito benéfico do matcha foi particularmente acentuado em doses elevadas: os pesquisadores observaram uma redução expressiva nos níveis de triglicerídeos tanto no sangue quanto no fígado, acompanhada por uma queda nos indicadores de marcadores inflamatórios, conhecidos como citocinas. Além disso, os animais que consumiram matcha apresentaram um notável aumento na população de bactérias intestinais benéficas, como *Akkermansia* e *Faecalibacterium*, o que sugere uma restauração e fortalecimento da microbiota intestinal saudável.
Os autores do estudo enfatizam que o consumo regular de matcha pode não apenas retardar a progressão da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), uma condição crescente em todo o mundo, mas também influenciar positivamente o metabolismo de lipídios e glicose no organismo. Para validar plenamente esses achados promissores e avaliar a eficácia do matcha em humanos, são necessários mais estudos clínicos aprofundados.
Em uma pesquisa separada, cientistas também destacaram que extratos da planta rooibos (chá vermelho), embora diferente do matcha, possuem qualidades anti-inflamatórias semelhantes e podem contribuir para o fortalecimento da barreira intestinal, indicando um campo promissor para chás e extratos naturais na saúde digestiva e hepática.
