
Ancha Baranova, microbiologista líder da Universidade George Mason, relatou que moscas comuns são capazes de transportar mecanicamente partículas do vírus H5N1 da gripe aviária. Esta descoberta sugere uma nova rota potencial para a disseminação do vírus em fazendas e aumenta o risco de infecção para pessoas que trabalham com gado.
Os cientistas hipotetizam que as moscas adquirem o vírus ao entrar em contato com fezes, leite de vacas infectadas ou restos de animais doentes. Atualmente, trata-se apenas de um transporte mecânico; não há evidências de que as moscas possam infectar humanos diretamente ou que o vírus se replique em seus organismos.
Apesar da ausência de provas diretas de transmissão para humanos, especialistas nos EUA já estão considerando medidas para reforçar a biossegurança em fazendas. A gripe aviária H5N1 é conhecida pela sua alta letalidade em humanos e pela capacidade de mutação rápida. O aumento do número de espécies infectadas eleva a probabilidade de o vírus se adaptar à transmissão entre humanos.
Anteriormente, os gatos também foram identificados como potenciais portadores do vírus H5N1 da gripe aviária. Especialistas alertaram que os gatos podem ser infectados ao consumir aves ou ovos contaminados, podendo então servir como “incubadoras” para mutações do vírus.
