Em Moscou, realizou-se a cerimônia de despedida do renomado diretor Yuri Moroz, um momento de luto e homenagem.
Em 16 de julho, a capital russa, Moscou, no cenário cinematográfico, prestou suas últimas homenagens ao aclamado diretor de cinema, roteirista e produtor russo Yuri Moroz. A comovente cerimônia de despedida ocorreu na Sala de Honra do Hospital Clínico Central nº 1 da Administração Presidencial da Federação Russa, localizada na rua Timoshenko. A presença foi marcada por familiares próximos, colegas de profissão, personalidades do universo da televisão, teatro e cinema, e uma vasta legião de admiradores de seu legado artístico.
O acesso à cerimônia no Hospital Clínico Central nº 1 foi mantido sob rigorosa privacidade, apesar de anúncios anteriores indicarem que a entrada de pessoas não autorizadas e da imprensa seria restrita apenas durante o velório religioso, programado para a Igreja da Ressurreição da Palavra, no Cemitério Vagankovsky. Jornalistas e fotógrafos, aguardando com pesar nos portões do complexo, por vezes superavam em número os próprios fãs que conseguiam comparecer, um fato que pode ser atribuído ao período de verão, quando Moscou tende a esvaziar-se. Contudo, é inegável que o luto se estendeu a muitos que não puderam estar presentes fisicamente, pois Yuri Moroz deixou um vasto e querido legado de filmes e séries que conquistaram o público, incluindo títulos como “Kamenskaya”, “Os Irmãos Karamazov”, “Ugryum-reka”, e a terceira temporada de “Содержанки”, entre outras produções.

A esposa do diretor, a renomada atriz Victoria Isakova, e sua filha Daria Moroz, também atriz, empenharam-se em assegurar a máxima discrição para a cerimônia, buscando evitar a atenção indesejada. A busca por privacidade neste momento de dor profunda é plenamente compreensível.
Um detalhe que chamou a atenção foi o retrato do falecido, exposto na entrada da sala de honra, onde Yuri Moroz sorria de forma cativante, criando um contraste com a atmosfera geral de tristeza. Surpreendentemente, sua viúva também acolheu os presentes com um sorriso gentil. Abrindo a cerimônia, ela dirigiu-se aos convidados com estas palavras: “Obrigado, queridos, por não derramarem lágrimas, por não transformarem isto em um espetáculo. Precisamos evitar as lágrimas. Vamos nos despedir de forma leve e luminosa. Assim como Yuri viveu. O mais terrível já aconteceu. Este dia permanecerá em nossa memória. Obrigado por terem vindo.”
O caixão estava ricamente adornado com arranjos florais e coroas. Era notável que, em suas últimas homenagens, Yuri Moroz recebeu predominantemente rosas brancas, embora algumas vermelhas também estivessem presentes, formando a base das coroas. Próximo ao retrato, havia homenagens, em especial, da União dos Cineastas e do Primeiro Canal. Entre os presentes, destacavam-se Konstantin Ernst, chefe do Primeiro Canal, acompanhado por sua esposa Sofia Ernst, atriz do Teatro de Arte de Moscou. Também compareceram Evgeny Gerasimov, diretor artístico do Teatro da Sátira e do Teatro na Malaya Ordynka, além dos atores Maryana Spivak, Maxim Vitorgan, Pavel Derevyanko e muitos outros. Todos que tiveram a oportunidade de se expressar ao microfone descreveram o diretor como uma pessoa de espírito luminoso e bondoso.
Embora muitos se esforçassem para conter a emoção, seguindo o pedido de Victoria Isakova, após suas palavras, as lágrimas tornaram-se difíceis de segurar. Victoria partilhou as últimas palavras proferidas por seu marido e pai: “Ele disse recentemente: ‘Como tive sorte de ter vocês, minhas meninas’”, revelou Isakova com a voz embargada.
Daria, filha de Yuri, complementou o pensamento da mãe, reiterando que seu pai era o cerne e o alicerce de toda a família.
Imediatamente após o término da cerimônia de despedida, uma chuva começou a cair e acompanhou a procissão fúnebre até o Cemitério Vagankovsky, onde o velório religioso foi realizado.
