A presidente do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, afirmou que, embora o Banco da Rússia tenha conseguido desacelerar o ritmo da inflação, ainda é cedo para falar de uma “tendência desinflacionária” sustentável.
Durante uma coletiva de imprensa, a Sra. Nabiullina enfatizou a importância particular desta situação em meio às persistentes expectativas inflacionárias elevadas. Segundo ela, as expectativas de inflação continuam significativas entre vários segmentos da população, empresas e participantes do mercado financeiro.
Em agosto, observou-se uma redução sazonal tradicional no índice geral de preços, impulsionada pela queda nos preços de frutas e vegetais. Ajustado sazonalmente, o crescimento anual dos preços foi de aproximadamente 4%. No entanto, a chefe do Banco Central alertou que isso não indica o alcance das metas, pois a desaceleração da inflação em agosto foi, em grande parte, atribuída a fatores pontuais e voláteis.
Anteriormente, em 12 de setembro, o Banco da Rússia decidiu reduzir a taxa básica de juros de 18% para 17%. De acordo com as previsões do regulador, a inflação anual no país diminuirá para 6-7% até 2025 e retornará à meta de 4% até 2026.
