Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Genebra revelou que a combinação de perda auditiva e o sentimento de solidão pode acelerar significativamente o declínio cognitivo em idosos. Esta conclusão baseia-se na análise de dados de mais de 33 mil europeus com mais de 50 anos e foi publicada na revista Communications Psychology.
Para o estudo, foram utilizados dados do extenso projeto SHARE, que avalia sistematicamente a saúde, as conexões sociais e as habilidades cognitivas de participantes de doze países europeus a cada dois anos. A análise indicou que a deterioração mais acentuada da memória ocorreu em indivíduos com deficiência auditiva que, apesar de não estarem socialmente isolados, experimentavam um profundo sentimento de solidão.
Os autores da pesquisa enfatizam que o sentimento subjetivo de solidão desempenha um papel crucial neste processo, atuando como um “acelerador” do declínio cognitivo, mesmo na presença de interações sociais ativas. A perda auditiva agrava a situação, dificultando a participação plena em conversas e atividades sociais.
Os cientistas destacam a importância de medidas preventivas, como o uso oportuno de aparelhos auditivos, que podem reduzir significativamente o risco de deterioração da memória e apoiar a saúde cognitiva em pessoas mais velhas.
É também notável que estudos anteriores demonstraram o efeito positivo da música no humor e na memória, tornando-a uma ferramenta valiosa no tratamento da doença de Alzheimer e da demência.
