Novas Pesquisas Revelam Potenciais Riscos do Eritritol para a Saúde Cerebral

Notícias Portuguesas » Novas Pesquisas Revelam Potenciais Riscos do Eritritol para a Saúde Cerebral
Preview Novas Pesquisas Revelam Potenciais Riscos do Eritritol para a Saúde Cerebral

Um estudo recente revelou um potencial impacto negativo do eritritol, um adoçante de baixa caloria amplamente utilizado, nas células dos vasos sanguíneos do cérebro. Os resultados foram publicados no prestigiado periódico American Journal of Physiology.

Em condições de laboratório, os pesquisadores trataram células endoteliais microvasculares cerebrais humanas com uma dose de eritritol equivalente a cerca de 30 gramas – a quantidade encontrada numa garrafa padrão de uma bebida que contém este adoçante. Em apenas três horas, foi registado um aumento de mais do que o dobro nos níveis de espécies reativas de oxigénio, um claro sinal de stress oxidativo.

Além disso, observou-se uma diminuição na produção de óxido nítrico – uma substância crucial que ajuda os vasos sanguíneos a dilatar e mantém o fluxo sanguíneo normal. Simultaneamente, houve um aumento na produção de endotelina-1, conhecida por sua capacidade de contrair os vasos. A secreção de t-PA – uma proteína envolvida na dissolução de coágulos – foi suprimida. Todas estas alterações indicam um agravamento da função da parede vascular, o que pode potencialmente contribuir para a formação de coágulos e aumentar o risco de acidente vascular cerebral isquémico.

Os autores do estudo enfatizam que os dados obtidos se baseiam num modelo laboratorial. No entanto, eles complementam significativamente as crescentes evidências que apontam para uma ligação entre o consumo de eritritol e um risco aumentado de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares.

Anteriormente, outros estudos já haviam demonstrado que alguns adoçantes artificiais podem afetar o metabolismo e perturbar o equilíbrio da microbiota intestinal. Um novo experimento com a sucralose, por exemplo, revelou que este adoçante é capaz de ativar os centros de fome no cérebro, aumentando assim o apetite.