
Cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco e do Instituto Gladstone descobriram que dois medicamentos já utilizados na oncologia são capazes de retardar e até mesmo reverter parcialmente as alterações cerebrais características da doença de Alzheimer. Essas importantes descobertas foram publicadas na prestigiada revista científica Cell.
A equipe de pesquisa começou analisando as mudanças na atividade genética em neurônios e células gliais afetadas pela doença de Alzheimer. Em seguida, eles compararam esses dados com um extenso banco de informações sobre mais de 1300 medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), selecionando aqueles que exerciam um efeito oposto nos genes. Uma análise subsequente de dados médicos de 1,4 milhão de pessoas com mais de 65 anos revelou que pacientes que tomavam alguns desses medicamentos selecionados apresentavam uma menor incidência de demência.
Durante os testes de laboratório em camundongos, foi determinado que a combinação de dois agentes anticâncer – letrozol e irinotecano – não apenas retardou os processos neurodegenerativos, mas também melhorou significativamente as funções cognitivas dos animais, incluindo a memória. Esses medicamentos influenciaram positivamente a atividade genética, contribuíram para a redução do acúmulo de proteínas tóxicas e estimularam a recuperação de células cerebrais danificadas.
Os cientistas esperam que essa terapia combinada possa rapidamente passar por ensaios clínicos, abrindo novas perspectivas na luta contra a doença de Alzheimer, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
É importante notar que pesquisas anteriormente publicadas indicaram que o consumo regular de ovos pode estar associado a uma redução significativa do risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
