Cientistas dos EUA alcançaram um progresso significativo, demonstrando que uma única dose de um novo medicamento pode enfraquecer notavelmente as manifestações do autismo, embora, por enquanto, apenas em animais de laboratório. Os resultados desta pesquisa inovadora foram publicados na prestigiada revista Science Advances.
A pesquisa se concentrou nos bloqueadores dos canais de cálcio, especificamente no medicamento Z944. Após uma única injeção dessa substância, a atividade do núcleo reticular do tálamo — uma área cerebral chave responsável pela regulação do sono, percepção e comportamento social — normalizou-se em camundongos com um modelo de autismo. Isso levou a uma melhora notável na condição dos animais: eles se tornaram menos hiperativos, demonstraram menos movimentos repetitivos e reagiram melhor a estímulos sociais.
Segundo os autores do estudo, a hiperexcitabilidade desta região específica do cérebro pode ser o principal motor de muitos sintomas característicos do autismo. Ao conseguir suprimir essa hiperatividade, o comportamento dos animais melhora significativamente.
Os cientistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes da aplicação clínica deste método em humanos. No entanto, esta descoberta abre perspectivas promissoras para o desenvolvimento de novas abordagens mais direcionadas na terapia do autismo, em contraste com os tratamentos universais existentes que muitas vezes se mostram ineficazes.
Em outro estudo, uma possível ligação foi encontrada entre a nutrição durante a gravidez e o risco de autismo em crianças. Foi estabelecido que em mulheres que mantiveram uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas, peixe e grãos integrais, a probabilidade de ter um filho com autismo era 22% menor.
