Novo cenário para os smartphones baratos de 2026: não só serão mais caros, como o seu próximo aparelho poderá mudar (para pior)

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A crise da memória RAM não está apenas a tornar os telemóveis baratos mais caros. Os preços estão a atingir um nível tal que muitos fabricantes poderão estar prestes a dar outro passo com os seus modelos de gama média e baixa. Qual? Começar a cortar em certos elementos para conseguir manter os preços. Sim, estamos a falar de fazer telemóveis piores em certos aspetos para que a margem não seja afetada e, assim, poder vendê-los com um aumento não muito drástico.

A chave? Um dos mais importantes leakers da indústria acabou de afirmar nas suas redes sociais saber que coisas vão piorar nestes telemóveis baratos. Já adiantamos: não vai gostar nada. Se o que “Digital Chat Station” diz for verdade, as gamas média e baixa vão recuar vários anos devido ao novo custo da memória RAM.

A sua teoria é a seguinte: para os fabricantes já não bastaria subir um pouco os preços; para continuar a ver telemóveis baratos no mercado, seria necessário cortar em certos aspetos chave para destinar essa nova margem à RAM. Ou seja, dispositivos com um preço similar, mas com características mais modestas ou designs não tão avançados.

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Como seriam os smartphones baratos de 2026: Preços contidos em troca de características piores

A fonte da informação não se esconde: graças ao seu acesso às cadeias de abastecimento na China, pôde saber em primeira mão que coisas do passado voltarão aos telemóveis baratos de 2026. E não, não são notícias muito esperançosas. Aqui está uma lista desses componentes, materiais e detalhes que, devido ao preço da RAM, poderão regressar aos dispositivos de gama média e gama baixa este ano.

  • Smartphones com a configuração de 8 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
  • Ecrãs de 90 Hz com notch para alojar a câmara frontal.
  • Ranhura híbrida com SIM + cartão SD.
  • Designs de plástico em telemóveis de 400-500 euros.

A primeira mudança deixa bastante claro o motivo e as consequências: os fabricantes poderão deixar de incluir versões de 12 GB de RAM nos telemóveis baratos da indústria, fazendo com que até mesmo aqueles com a opção mais alta de armazenamento tenham apenas os 8 GB do modelo base.

Também poderão começar a desaparecer os ecrãs de 120 Hz, uma tecnologia que se padronizou bastante, mas que este ano poderá ser mais escassa devido às margens. O mesmo acontece com os designs metálicos, que estariam reservados apenas para a gama alta ou dispositivos de gama média consideravelmente caros. Segundo o “Digital Chat Station”, a faixa dos 400-500 euros voltará a utilizar plástico no seu corpo.

Por último, é possível que muitos modelos digam adeus aos orifícios no ecrã para voltar ao, para muitos, arcaico notch. De facto, este detalhe também poderá ser acompanhado de um aumento geral do tamanho das molduras pretas nos ecrãs.

Por agora, esta informação é uma fuga que provém das cadeias de abastecimento na China, pelo que não é algo 100% confirmado. Também não sabemos quais seriam os fabricantes que poderiam tomar estas decisões, embora tudo aponte para que as gamas média e baixa possam sofrer consideravelmente durante este ano. Já não tanto no preço, mas mais na falta de novidades.