Uma equipe internacional de cientistas conseguiu, finalmente, determinar a idade do misterioso crânio com uma protuberância que se assemelha a um “chifre”, descoberto em 1960 na caverna de Petralona, na Grécia. De acordo com um novo estudo publicado no prestigioso Journal of Human Evolution, este fóssil único possui uma idade mínima de 300 mil anos, consolidando-o como uma peça fundamental para a compreensão da evolução humana no continente europeu.
Durante muito tempo, a formação incomum na testa do crânio intrigou e confundiu os pesquisadores. No entanto, investigações aprofundadas revelaram que essa protuberância não era uma característica anatômica do hominídeo, mas sim uma estalagmite que se desenvolveu e solidificou no osso ao longo de centenas de milhares de anos. Foi precisamente essa antiga formação mineral que se tornou o indicador crucial para a datação precisa da notável descoberta arqueológica.
Os antropólogos sugerem que o indivíduo a quem pertencia este crânio era, provavelmente, um representante da espécie Homo heidelbergensis — um grupo mais primitivo de humanos antigos que coexistiu e habitou a Europa lado a lado com os Neandertais. Contudo, os autores do artigo ressalvam que, para uma confirmação definitiva desta hipótese, são necessárias mais investigações e evidências.
Esta revelação representa uma contribuição significativa para o acervo arqueológico global, alinhando-se com outros achados notáveis. Recentemente, por exemplo, foi anunciada a descoberta de uma tumba de um guerreiro do século VI a.C. na região de Krasnoyarsk, na Rússia. Este aristocrata do mundo citas-siberiano foi sepultado com um vasto arsenal e requintados adornos, que incluíam fivelas de bronze decoradas com imagens de aves de rapina, uma fivela em forma de cabeça de argali, apliques de bronze, joias diversas, um espelho metálico polido, um conjunto completo de armas (facas, machados, arco e flechas) e um poderoso machado de guerra de ferro, que superava os machados-picaretas padrão da época.
