Estudo PNAS: A Desaceleração do Aumento da Longevidade Após 1939
O fenômeno do rápido aumento da expectativa de vida, observado na primeira metade do século XX, provavelmente não se repetirá. Essa é a conclusão de um grupo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, do Instituto Max Planck para Pesquisa Demográfica e do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França. O trabalho foi publicado na prestigiada revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Em seu estudo, os cientistas analisaram dados de mortalidade em 23 países de alta renda com baixas taxas de mortalidade. Os resultados indicam que as gerações nascidas após 1939 provavelmente não atingirão a marca dos 100 anos, em média. Enquanto no início do século XX a expectativa de vida aumentava em cerca de cinco meses e meio a cada nova geração, para aqueles nascidos após 1939, esse índice de crescimento diminuiu para apenas dois a três meses e meio.
Os autores da pesquisa explicam que os maiores avanços do passado estiveram ligados a uma drástica redução da mortalidade infantil, graças aos progressos na medicina e à melhoria das condições de vida. Atualmente, a mortalidade infantil já é extremamente baixa, e novas melhorias nesta área ou em faixas etárias mais avançadas não são capazes de proporcionar um salto tão significativo na longevidade esperada.
Contudo, os pesquisadores ressaltam que suas projeções não são absolutas. Eventos inesperados, como novas pandemias, avanços em tecnologias médicas ou mudanças sociais significativas, podem potencialmente alterar a trajetória futura da expectativa de vida.
Anteriormente, em março, outros cientistas identificaram os fatores-chave que influenciam a longevidade. Suas investigações mostraram que o estilo de vida e o ambiente exercem uma influência muito mais substancial na duração da vida humana do que a predisposição genética.
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